História, acolhimento e inclusão marcam encontro na Fraternidade Corações Valentes, em Jandira

Cultura Jandira

Na manhã desta sexta-feira, 20, a Associação Fraternidade Corações Valentes viveu um daqueles encontros que não cabem apenas em registros fotográficos. São memórias que permanecem guardadas no coração. O espaço foi preparado com cuidado pela presidente Roh Estrela e pela colaboradora Isabel Cristina Cruz, que transformaram o ambiente em um lugar acolhedor, bonito e delicado, pensado especialmente para receber as crianças.

Era dia de contação de histórias. E não de qualquer história. As Aventuras de Belinha na Cidade Favo de Mel chegou como quem pede licença e, sem alarde, constrói pontes. As crianças aguardavam inquietas. Quando a contadora Adriana Biazoli apareceu, o clima mudou. Rafinha, menino autista com grau de suporte 2, se iluminou. Com desafios na fala e no aprendizado, encontrou ali algo essencial: compreensão sem cobrança, presença sem pressa.

Havia também Ruthe, tímida no início, e outra menina silenciosa, daquelas que observam o mundo com cuidado. Quando a história começou, algo simples e poderoso aconteceu. Palavra por palavra, olhar por olhar, a conexão se estabeleceu. A narrativa abriu espaço para que cada criança participasse à sua maneira, respeitando tempos, gestos e silêncios.

Ao final, vieram os desenhos, as cores espalhadas no papel, as atividades feitas com atenção. Não era apenas uma proposta lúdica, mas um exercício profundo de vínculo. Para crianças atípicas, essa conexão é fundamental: sentir-se vista, compreendida e pertencente faz toda a diferença no desenvolvimento emocional e social.

A história apresentada traz Belinha, uma abelha curiosa e sensível, que conhece Tutu, um menino autista que se comunica de forma singular com o mundo. Ambientada simbolicamente em Jandira, apresentada como a Cidade Favo de Mel, a narrativa fala de inclusão, empatia, amizade, respeito às diferenças e cuidado com a natureza, sempre de maneira poética e acessível.

O projeto nasce de uma vivência real. Adriana Biazoli, jornalista, contadora de histórias e agente cultural, é avó de uma criança autista de 7 anos que, por muito tempo, não utilizou a fala. Foi nesse aprendizado cotidiano, feito de tentativas, silêncios e descobertas, que surgiu Belinha. Uma personagem que revela que existem muitas formas legítimas de se comunicar, sentir e compreender o mundo.

Mais do que uma contação de histórias, a atividade realizada na Fraternidade foi um encontro verdadeiro. Um espaço onde crianças atípicas e não atípicas puderam conviver, aprender e se reconhecer. A ação reforça o papel essencial da Associação, que nasceu do encontro de mães que transformaram dor em movimento coletivo, criando um refúgio de afeto, resistência e esperança no Jardim Belmont, em Jandira.

Ali, o simples educa. O reciclável vira brinquedo. O cotidiano se transforma em ferramenta de desenvolvimento. E a escuta se converte em cuidado.

A manhã terminou, mas a conexão permaneceu. Porque quando uma história é contada com verdade, ela não acaba , segue ecoando em cada criança que foi tocada.

Quem quiser conhecer o projeto ou se tornar um Anjo da Inclusão pode visitar o espaço na Rua Rita Nascimento Duca, nº 4, Jardim Belmont, Jandira (SP), e fazer parte dessa corrente de amor e esperança.

Como contribuir como Anjo da Inclusão
PIX (CNPJ): 61.245.658/0001-58
Associação Fraternidade Corações Valentes
Doações de produtos: (11) 9 6476-6311

Redação Nossa Oeste

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