Dez pessoas da mesma família foram assassinadas por uma quadrilha que queria tomar posse de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões
O Tribunal do Júri de Planaltina condenou cinco réus pelo assassinato de dez pessoas da mesma família, no caso que ficou conhecido como a maior chacina da história do Distrito Federal. A decisão foi proferida na noite de sábado, 18 de abril.
Os crimes ocorreram entre o final de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023 e foram motivados pela posse de uma chácara na região administrativa do Paranoá, à época avaliada em R$ 2 milhões. Os criminosos acreditavam que, com a eliminação das vítimas, poderiam assumir a propriedade e revendê-la.
As vítimas
Entre os assassinados estavam a cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos, seu marido Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos, e os filhos do casal: Rafael, Rafaela, ambos de 6 anos, e Gabriel, de 7 anos. Também foram mortos os pais e a irmã de Thiago, a ex-mulher do pai e uma filha dela — ao todo, três gerações de uma mesma família eliminadas pela mesma quadrilha.
Uma chácara. Dez vidas. Uma das histórias mais brutais já registradas no DF.
As condenações
O conselho de sentença, formado por sete jurados, condenou os réus por homicídios qualificados, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor. As penas somam mais de 1.200 anos de reclusão:
Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias. Carlomam dos Santos Nogueira recebeu pena de 351 anos, um mês e quatro dias. Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi sentenciado a 300 anos, seis meses e dois dias. Fabrício Silva Canhedo recebeu 202 anos, seis meses e 28 dias. Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado a dois anos, em regime semiaberto, pelo crime de cárcere privado — o único dos réus com pena mais branda.
O julgamento dos cinco réus durou seis dias e contou com a participação de 18 testemunhas. Os réus condenados e presos têm o direito de recorrer da sentença.
O juiz que presidiu o caso afirmou aos familiares que a Justiça entregou, nos limites constitucionais do processo penal, a resposta que lhe cabia, sem ignorar a dimensão irreparável da dor vivida pelas famílias.
Fonte: agencia Brasil
Imagem capa: Réus pela maior chacina do DF foram condenados em julgamento. — Foto: Ana Lídia Araújo/g1

