Certas mulheres são como as flores: belas por natureza.
Perfeitas?
Talvez não.
A perfeição talvez seja apenas um desejo distante, algo que se busca sem nunca alcançar completamente.
Mas as flores… ah, as flores!
O Grande Arquiteto pensou em cada detalhe, desenhou suas cores, suas formas, seus perfumes, e transformou cada uma em uma pequena obra de arte que todos podem contemplar.
Mesmo com espinhos?
Sim, mesmo com espinhos.
E certas mulheres?
Aí mora um grande mistério.
Porque muitas vezes certas mulheres não são contempladas por aquilo que são, mas apenas pelo que podem oferecer.
Certas mulheres lutam todos os dias por sua dignidade e pelo reconhecimento de sua capacidade.
Certas mulheres sustentam lares inteiros e ocupam dois lugares ao mesmo tempo, são pai e mãe, força e acolhimento.
Certas mulheres, muitas vezes, são conhecidas apenas como “a mulher de fulano”, como se sua própria história não tivesse nome.
Mas certas mulheres também são poesia no olhar de quem sabe enxergar.
São atletas no grande jogo da vida, correndo contra o tempo, contra as dificuldades e, muitas vezes, contra a própria dor.
Certas mulheres gostam de se molhar na chuva…
talvez para que ninguém perceba suas lágrimas.
Certas mulheres se escondem para que o outro possa aparecer.
Mas há também aquelas que aprendem algo precioso: a se amar.
E quando descobrem o valor de si mesmas, percebem que vale a pena sonhar, e ir atrás dos próprios sonhos, mesmo quando quase ninguém acredita.
Certas mulheres não perdem a fé nem a esperança.
E, apesar dos espinhos da vida,
elas continuam crescendo, florescendo
e, no tempo certo,
dando frutos.
Por: Avaní dos Santos Figueiredo.
Texto escrito em 03/ 12/2018.

