A Escola de Ensino Integral Dolores Garcia Paschoalin, em Jandira, viveu uma tarde de celebração, aprendizado e emoção durante o encerramento do primeiro semestre letivo. A culminância reuniu apresentações dos projetos desenvolvidos ao longo dos últimos meses, mostrando que a arte e a cultura podem transformar o ambiente escolar e fortalecer os vínculos entre alunos, educadores e comunidade.
Um dos destaques foi a apresentação dos alunos do projeto Boi Bumbá, coordenado pela agente cultural Irani de Jesus. Após aproximadamente três semanas de oficinas, os estudantes subiram ao palco para apresentar o resultado do trabalho, levando ao público a riqueza da cultura popular por meio da história do Boi Moreno.
Na sequência, integrantes do Grupo Galpão Atual encantaram o público com a tradicional história de Catirina e Pai Francisco, personagens marcantes do folclore brasileiro. A encenação relembrou a conhecida saga em que Pai Francisco atende ao desejo de sua esposa grávida, Catirina, que sonha em comer a língua do boi mais estimado da fazenda.

A música também marcou presença. Os alunos da fanfarra demonstraram o aprendizado adquirido durante dois meses de aulas ministradas voluntariamente pelos professores Tarcísio Santos e Ricardo Ferreira, evidenciando disciplina, dedicação e evolução musical.
Outro momento bastante aguardado foi a apresentação de capoeira conduzida pelo voluntário Mestre Gaguinho, reforçando a importância da valorização da cultura afro-brasileira e do esporte como instrumentos de inclusão e desenvolvimento humano.

Durante o evento, Gilberto Cardoso, o diretor da unidade destacou que abrir as portas da escola para projetos culturais é investir diretamente no futuro dos estudantes.
“É maravilhoso ver as crianças aprendendo, participando e se engajando. A cultura popular combate a violência, combate a droga, combate a ociosidade e mostra aos jovens que existem caminhos de crescimento e transformação.”
Ele ressaltou ainda que, mesmo com poucos recursos, a escola busca fortalecer parcerias que ofereçam oportunidades aos alunos.
A coordenadora geral, Rosemary Hilário, explicou que o encerramento do semestre representa muito mais do que uma simples apresentação.
“É o fechamento de um ciclo, levando todo o aprendizado construído durante esses meses. Os parceiros revelam talentos que muitas vezes a sala de aula não consegue mostrar. A arte e a cultura são fundamentais para a formação dos nossos alunos.”
Mesmo enfrentando um tratamento contra o câncer de mama há cerca de um ano, Rosemary faz questão de permanecer na escola e acompanhar de perto o desenvolvimento dos estudantes.
“O que adianta ficar em casa se lamentando? Enquanto Deus me der forças, estarei aqui. É gratificante ver a transformação dos alunos e perceber como toda a equipe se empenha para que isso aconteça.”
O evento também reuniu apresentações de outros projetos desenvolvidos nas disciplinas eletivas, envolvendo teatro, matemática, língua portuguesa e atividades interdisciplinares, encerrando o semestre com demonstrações de criatividade, conhecimento e integração.
Mais do que apresentações artísticas, a tarde evidenciou o poder da escola como espaço de formação cidadã, onde educação, cultura e solidariedade caminham lado a lado para construir novas oportunidades para crianças e adolescentes.

Redação: Nossa Oeste – Jornalismo com propósito
Texto e imagem: Adriana Biazoli

