Tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor é o primeiro passo para exercer o maior poder que um cidadão tem: escolher quem vai decidir sobre a sua vida
Existe uma data que passa despercebida para muita gente, mas que define se você terá ou não voz nas decisões que afetam seu bairro, sua cidade, seu estado e seu país. É o dia 6 de maio, prazo final para tirar o título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar qualquer pendência junto à Justiça Eleitoral.
Depois dessa data, o cadastro fecha. E quem ficou de fora, fica de fora mesmo, até o fim do processo eleitoral.
Por que o voto importa de verdade
É fácil cair na armadilha do “meu voto não faz diferença”. Mas a história mostra que eleições são decididas por margens pequenas, às vezes por alguns milhares de votos em um estado inteiro, às vezes por uma diferença que caberia em um ginásio de escola.
Mais do que isso: o voto é o instrumento mais democrático que existe. É o momento em que o trabalhador, o empresário, o jovem de 16 anos e o aposentado de 80 têm exatamente o mesmo peso. Um voto cada. Sem hierarquia, sem privilégio, sem distinção de renda ou escolaridade.
Abrir mão desse poder, seja por desânimo, seja por não ter regularizado o título a tempo, é entregar a outros a decisão sobre o que vai acontecer com a saúde pública, com a educação dos seus filhos, com a segurança do seu bairro, com os impostos que você paga e com os serviços que você recebe. Ou não recebe.
Quem não vota, não escolhe. Mas continua sendo governado pela escolha dos outros.
O que precisa ser feito até 6 de maio
O prazo vale para quem precisa tirar o título pela primeira vez, para quem quer transferir o local de votação para mais perto de casa, e para quem tem alguma pendência eleitoral a regularizar.
Atenção: desde o dia 6 de abril, o atendimento online foi encerrado. Agora, tudo precisa ser feito de forma presencial, nos cartórios eleitorais ou nos postos da Justiça Eleitoral do seu município.
Quem é obrigado a regularizar: Cidadãos que completam 18 anos até 6 de maio precisam obrigatoriamente providenciar o título para votar. O voto é obrigatório para maiores de 18 anos pela Constituição brasileira.
Quem pode votar, mas não é obrigado: Jovens de 16 e 17 anos, pessoas não alfabetizadas e maiores de 70 anos têm o voto facultativo, mas também precisam de título para exercer esse direito.
O que levar ao cartório
Para solicitar ou regularizar o título, separe os seguintes documentos:
Documento oficial com foto, RG, CNH ou passaporte. Comprovante de residência em seu nome ou de um familiar com quem você resida. Homens que completarão 19 anos em 2026 precisam também apresentar o comprovante de quitação com o serviço militar.
O atendimento é feito nos cartórios eleitorais ou postos da Justiça Eleitoral. Para saber o endereço e o horário de funcionamento da unidade mais próxima de você, acesse o site do Tribunal Regional Eleitoral do seu estado ou ligue para o 0800 727 2064, número gratuito da Justiça Eleitoral.
O que está em jogo nas eleições de 2026
O primeiro turno acontece no dia 4 de outubro. Nessa data, cada eleitor fará seis escolhas na urna, nesta ordem:
- Deputado Federa:, representa o seu estado no Congresso Nacional e vota leis que afetam todo o Brasil.
- Deputado Estadual: representa sua região na Assembleia Legislativa e decide sobre leis e orçamento do seu estado.
- Senador – primeira vaga: cargo de mandato de 8 anos, responsável por aprovar leis, tratados e indicações de cargos estratégicos do país.
- Senador- segunda vaga: em 2026, cada estado elegerá dois senadores simultaneamente, renovando dois terços do Senado Federal.
- Governador e vice-governador: comandam o estado por quatro anos, decidindo sobre saúde, segurança, educação, transporte e infraestrutura.
- Presidente e vice-presidente da República: a escolha mais ampla, que define os rumos do país inteiro pelos próximos quatro anos.
Se nenhum candidato a presidente ou governador atingir mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, os dois mais votados disputam o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
São seis decisões em um único dia. Seis oportunidades de fazer a sua voz ser ouvida em diferentes níveis do poder público, do seu estado ao Palácio do Planalto.
Prefeito que não conserta a rua do seu bairro. Vereador que não aparece. Deputado que vota contra o seu interesse. Governador que sucateia a saúde pública. Tudo isso tem solução, e ela começa na urna.
Você quer estar nessa conversa, ou prefere que os outros decidam por você?
O prazo é 6 de maio. O cartório está aberto. O título é seu direito. Use-o.
Redação Nossa Oeste
