Cinema no Café com Libras lota auditório da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Barueri

O Café com Libras, tradicional evento promovido pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD), atraiu muita gente da comunidade surda e ouvinte de Barueri e de municípios vizinhos na noite da última sexta-feira, dia 14. Foi necessário buscar cadeiras em outras salas para acomodar o público no auditório.

 

Logo após a abertura do evento pela secretária-adjunta Mônica Garone, houve a exibição do documentário O Que Eu Chamo de Lar?, da artista audiovisual Andreia Franco, produzido pela Cafofo Filmes. Moradora do Parque Viana, Andreia compareceu ao evento e respondeu às perguntas de vários espectadores ao final da exibição.

A obra, que conta com tradução em Língua Brasileira de Sinais Libras (Libras) e teve o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri (Secult), convida o espectador a refletir sobre os impactos da exploração imobiliária não apenas no município, mas também em aldeias indígenas, e sobre as consequentes transformações na vida das pessoas. O período da pandemia foi utilizado como pano de fundo.

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Presenças  

Além de intérpretes de Libras de outras secretarias, o evento contou mais uma vez com a presença de representantes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semurb), que busca aprimorar o atendimento às pessoas da comunidade surda. Compareceram as agentes Cíntia Ramos e Elizabeth Moraes. “Na única vez que atendemos uma ocorrência com uma pessoa surda, usamos um QR Code de um aplicativo. É bom a gente se integrar para eventuais novas ocorrências de trânsito”, afirmaram.

Atuaram como intérpretes de Libras Clarice Araújo, Júlia Martins, Paula Freire e Caleb Apolinário. Márcia Bueno foi a oradora. A próxima edição do Café com Libras acontecerá em setembro. Também já está confirmado para o dia 17 de setembro, quinta-feira, um Feirão de Empregos com mais de 500 vagas para pessoas com deficiência.

Opiniões  

Ana Carolina Coutinho, profissional de Marketing e moradora da Vila Ceres, participa do curso básico de Libras oferecido pela SDPD. “Foi uma experiência maravilhosa porque nos aproxima de um mundo diferente do nosso”, afirma. “Com certeza estarei aqui nas próximas edições”, complementa.

Keila Pereira, professora de educação básica da rede municipal e moradora do Recanto Phrynea, também participou do evento. Ela pretende trabalhar na alfabetização de crianças surdas e atualmente cursa uma faculdade on-line, além de fazer o curso intermediário de Libras em Barueri e o avançado em Jandira. “Quero muito trabalhar na alfabetização de crianças surdas”, conta Keila, que deu um depoimento emocionado durante a sabatina com a cineasta.

Da redação 

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