Campanha educativa orienta famílias sobre os principais riscos dentro de casa e como evitá-los
A casa parece o lugar mais seguro do mundo — mas é justamente dentro dela que acontece a maioria dos acidentes com crianças. Pensando nisso, o Nosso Oeste lança uma campanha educativa voltada às famílias da região, com orientações práticas para prevenir situações de risco com bebês e crianças em idade pré-escolar, que são naturalmente curiosas e mais vulneráveis.
Intoxicação: o perigo está no armário
Medicamentos, produtos de limpeza, inseticidas, álcool, cosméticos e perfumes estão entre os principais vilões. O risco aumenta quando esses itens são guardados em garrafas de refrigerante ou embalagens que podem confundir as crianças.
A regra é simples: tudo fora do alcance, preferencialmente em armários altos e trancados. Se acontecer uma intoxicação, não provoque vômito e não ofereça leite ou alimentos. Vá imediatamente a um serviço de saúde levando a embalagem do produto.
Quedas: um segundo de descuido basta
Nunca deixe crianças sozinhas em trocadores, camas ou perto de janelas e escadas. Instale grades de proteção nos locais de risco e mantenha atenção constante durante as brincadeiras. Quedas são um dos acidentes mais comuns dentro de casa — e também um dos mais evitáveis.
Afogamento: acontece em segundos e em pouca água
Não é preciso piscina para uma criança se afogar. Baldes, banheiras e até vasos sanitários representam risco real. Supervisione o banho, tampe baldes e esvazie a banheira logo após o uso. Nunca deixe a criança sozinha perto de qualquer recipiente com água.
Queimaduras: a cozinha pede atenção dobrada
Use os queimadores de trás do fogão e mantenha os cabos das panelas voltados para dentro. Líquidos quentes, fósforos, isqueiros, ferro de passar e tomadas devem ficar completamente fora do alcance das crianças. Uma queimadura pode acontecer em frações de segundo.
Asfixia: pequenos objetos, grande perigo
Alimentos pequenos, sacos plásticos, cordões, brinquedos com peças miúdas — tudo isso representa risco de engasgo e asfixia. Mantenha esses itens longe do alcance e evite oferecer alimentos muito pequenos para crianças menores de três anos.
Em caso de emergência, ligue 192 — SAMU.
A prevenção salva vidas. Atitudes simples no dia a dia podem transformar o ambiente doméstico em um lugar muito mais seguro para os pequenos crescerem com saúde e proteção.
